sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fim de Caso



Mais uma vez o show chegou ao fim,
e o fim é sempre triste de se ver,
cansativo, previsível, dolorido...
porém, rigorosamente inevitável!

Siga em paz o seu caminho.
Dessa vez não compro o morto, eu passo...
também não conte com o meu abraço.
Abrace-se ao espelho,
o seu melhor companheiro!
E nem precisa ter medo de se ferir,
nenhum estilhaço pode lhe atingir,
porque você não enxerga nada,
além do seu próprio umbigo...

Vá em frente, moço!
Mas não comigo.

Dispenso o lenço branco,
as lágrimas de crocodilo,
mentiras também, não são bem vindas.
Nessa área fiz mestrado, doutorado
conheço das mais feias às mais lindas,
mas meu tempo é precioso demais,
para gastá-lo com mentiras...

Não precisa de desculpas,
tampouco me acenar...
Vá depressa ou vá devagar,
mas vá... eu quero paz,
Não olhe para trás!

Na verdade, ouvindo essa música,
foi fácil entender, viajar mais além:
- "Você sabe muito bem...
No nosso caso,
felicidade, começa num adeus..."

E a hora é agora!
É triste porque eu nunca quis,
mas me desculpe, eu tenho pressa,
preciso ser feliz!

Se é por falta de adeus...
Au revoir...
Tschüss
 Viszlát
Arrivederci
Adios...
Adiau
bye bye...
(Tere Penhabe Santos, 13/10/2008)

Meu Sonho

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...

Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.

Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar ?

Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.

(Cecília Meireles)

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